13
Mai 10

Um texto de Cícero que é mais do que isso, é um apelo à reflexão: "Não existe ocupação tão agradável como o saber; o saber é o meio de nos dar a conhecer, ainda neste mundo, o infinito da matéria, a imensa grandeza da Natureza, os céus, as terras e os mares. O saber ensinou-nos a piedade, a moderação, a grandeza do coração; tira-nos as nossas almas das trevas e mostra-nos todas as coisas, o alto e o baixo, o primeiro, o último e tudo aquilo que se encontra no meio; o saber dá-nos os meios de viver bem e felizmente; ensina-nos a passar as nossas vidas sem descontentamento e sem vexames."

Marcus Cícero, em “Disputas Tusculanas”

Cícero e o saber

Publicou lusOObtuso às 21:08
Estou:

12
Mai 10

Poeta, romancista e historiador, Alexandre Herculano nasceu há 200 anos. A maior influência de Herculano na cultura portuguesa foi como historiador e a sua atitude e escrúpulo contribuíram para a historiografia moderna em Portugal. Herculano deixou ensaios sobre diversas questões polémicas da época, que nasceram da sua intensa actividade jornalística. Hoje proponho a reflexão e comparação com os tempos que decorrem neste trecho do Opúsculo VII: “Duas Épocas e Dois Monumentos”, Questões Públicas (1843), de Alexandre Herculano: “Que somos nós hoje? Uma nação que tende a regenerar-se: diremos mais: que se regenera. Regenera-se, porque se repreende a si própria; porque se revolve no lodaçal onde dormia tranquila; porque se irrita da sua decadência, e já não sorri sem vergonha ao insultar de estranhos; porque principia, enfim, a reconhecer que o trabalho não desonra, e vai esquecendo as visagens senhoris da fidalguia.

Deixai passar essas paixões pequenas e más que combatem na arena política, deixai flutuar à luz do sol na superfície da sociedade esses corações cancerosos que aí vedes; deixai erguerem-se, tombar, despedaçarem-se essas vagas encontradas e confusas das opiniões!

 

Alexandre Herculano

Tudo isto acontece quando se agita o oceano; e o mar do povo agita-se debaixo da sua superfície. O sargaço imundo, a escuma fétida e turva hão-de desaparecer. Um dia o oceano popular será grandioso, puro e sereno como saiu das mãos de Deus. A tempestade é a precursora da bonança (…) O nosso estrebuchar, muitas vezes colérico, muitas mais mentecapto e ridículo, prova que a Europa se enganava quando cria que esta nobre terra do último ocidente era o cemitério de uma nação cadáver.

Vivemos: e ainda que semelhante viver seja o delírio febril de moribundo, esta situação violenta, aos olhos dos que sabem ver, é uma crise de salvação, posto que dolorosa, e lenta. Confiemos e esperemos: o nome português não foi riscado do livro dos eternos destinos.”

Publicou lusOObtuso às 19:41
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